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Paraíba capacita médicos em curso sobre diagnóstico de morte encefálica

Da Redação com Ascom. Publicado em 2 de junho de 2018 às 21:31.

Foto: Ascom

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A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Central de Transplante da Paraíba, em parceria com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), realizou o 1º Curso de Capacitação para Determinação de Morte Encefálica. Com o objetivo de capacitar médicos intensivistas (com experiência em Unidades de Terapia Intensiva), o curso teve duração de oito horas, sendo quatro delas com conteúdo teórico e as outras quatro de prática.

O Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução 2.173 de 2017, tornou obrigatório o início dos procedimentos para determinação de morte encefálica para todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente e que atendam pré-requisitos determinados. Estes procedimentos devem ser realizados por dois médicos diferentes, especificamente capacitados para determinação de morte encefálica.

“Diante desta nova resolução, havia a necessidade de realizar uma capacitação de médicos intensivistas, principalmente porque vai influenciar diretamente na captação de órgãos. Certamente, com um maior número de profissionais capacitados e envolvidos na determinação da morte encefálica, a captação de órgãos vai ser mais eficiente e, consequentemente, as filas para transplantes minimizadas”, disse o presidente no CRM-PB, João Medeiros.

Antes da resolução, alguns critérios deixavam dúvidas quanto ao início de um processo de diagnóstico de morte encefálica. O curso apresenta e cumpre os novos critérios e, dessa forma, os médicos terão segurança para abrir um protocolo para a determinação de morte encefálica.

“Os alunos presentes nos cursos são médicos que já têm experiência com pacientes críticos e são profissionais que lidam diretamente com possíveis mortes encefálicas. Eles têm que saber identificar esse paciente para que se conclua a morte e, quando concluída, o corpo deve ser entregue aos parentes e a família tem a opção de ser ou não doadora de órgãos”, explicou a diretora da Central de Transplantes da Paraíba, Gyanna Lys Montenegro.

Este é o primeiro curso para determinação de morte encefálica ministrado na Paraíba com instrutores de Pernambuco. Entretanto, já existem instrutores treinados no Estado para desempenhar as próximas edições – a exemplo de Campina Grande, que recebe a capacitação no próximo sábado (9).

“O curso é muito bacana e é pautado conforme as recomendações e orientações do CFM. Além da teoria, os médicos discutem casos clínicos e contam com o auxílio de um instrutor para cada oito alunos nas aulas práticas, tirando as dúvidas e compartilhando informações”, disse a médica intensivista da Central de Transplantes de Pernambuco, Karina Monteiro.

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