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Grevistas da saúde ocupam Secretaria de Administração e fecham trânsito

Da Redação com Ascom. Publicado em 5 de junho de 2018.

Foto: Ascom

Mesmo com dificuldades para pagar transporte e se deslocar até o local, já que ainda não receberam o salário do mês de maio, os grevistas da saúde de Campina Grande se concentraram na frente da Secretaria de Administração e ocuparam parte do interior na manhã desta terça-feira, 05.

A ação aconteceu em protesto contra o sucateamento da saúde e o descaso da Prefeitura Municipal (PMCG) com relação às reivindicações da categoria. A programação de greve continua na quinta-feira, 07, com assembleia na sede da Associação Atlética Banco Brasil (AABB), a partir das 9h.

Até o momento, mais de um mês após o início da paralisação, deflagrada em 02 de maio, a PMCG não convocou os servidores para apresentar alguma proposta de negociação.

“Os servidores da saúde aguardam juntamente com a direção do sindicato a chamada do prefeito Romero para nós dialogarmos sobre todas as pendências pelas quais passa a saúde de Campina Grande. Falta tudo nas Unidades de Saúde, desde materiais básicos, a medicamentos e até profissionais”, destacou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), Nazito Pereira.

Durante o ato desta terça, os trabalhadores interromperam por alguns minutos o trânsito nos quatro pontos do cruzamento da Avenida Floriano Peixoto, para divulgar para toda a população os motivos da greve.

“É mentira dizer que a campanha de imunização foi prejudicada pela greve da saúde, a vacinação foi prejudicada porque falta geladeira e falta vacina nas unidades. Por isso nós continuamos ocupando as ruas, para denunciar o sucateamento dos serviços de saúde de Campina Grande”, esclareceu o vice-presidente do Sintab, Giovanni Pereira.

Foto: Ascom

Para o diretor de Comunicação do sindicato, Napoleão Maracajá, a gestão trata os servidores como inimigos. “Quem faz essa cidade acontecer são os servidores, mas o prefeito os trata como inimigos, não dialoga, não respeita, não chama para explicar pelo menos porque concedeu este reajuste ridículo de apenas 2%. São vários absurdos que nós continuaremos denunciando e vamos lutar para que a situação seja revertida”, pontuou.

Além da avaliar a greve até aqui, a assembleia da próxima quinta servirá para definir os próximos encaminhamentos da paralisação.

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