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Economista comenta sobre os impactos da greve dos caminhoneiros no país

Da Redação. Publicado em 7 de junho de 2018.

O impacto dos 10 dias de paralisação das atividades dos caminhoneiros em todo o país, em forma de protesto por causa da política de preços da Petrobras em relação ao diesel, é significativo e causou inúmeros problemas na economia brasileira.

Estima-se que 1% do Produto Interno Bruto (PIB) seja afetado devido a manifestação. A opinião é do professor e economista da Universidade Federal de Campina Grande, Erico Miranda.

Em entrevista à Rádio Campina FM, o docente frisou que no final de 2017 a economia apontava para uma recuperação, havia um controle inflacionário e a recuperação da confiança em investir.

Estimava-se um crescimento em torno de 3% e agora, no início desse ano, a estimativa variava em torno de 0,5% a 0,9%.

Mas, após a greve dos caminhoneiros, a perspectiva é de que seja próximo de zero por cento.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

– As últimas ocorrências somadas à incerteza de quem vai governar o país em 2019 atuam fortemente em todos esses desajustes que a economia verifica – disse.

O professor ainda analisou que política de preços adotadas pela Petrobras está sendo praticada desde o segundo mandato do governo de Dilma Rousseff (PT), tendo em vista que o preço do combustível estava muito abaixo do valor de mercado o que estava causando prejuízos a Petrobras e aos acionistas.

– Isso colocava a Petrobras em risco e a mesma operava com custo acima do que lucrava e era difícil se manter assim por longo prazo. Quando foi reeleita, começou a realizar os reajustes e, em seguida com escândalos evidenciados na Petrobras, tinha que mudar o seu perfil de gestão e responder a seus acionistas estrangeiros. É tanto que eles fizeram, em uma ação conjunta, o pedido de ressarcimento em virtude da gestão anterior que os prejudicava – ressaltou.

O economista ainda disse que a mobilização dos caminhoneiros afetou diversos setores do país com impactos bilionários, e que estes sofrerão por algum tempo para recuperar o que foi perdido.

Segundo ele, a população terá que pagar a gasolina mais cara para suprir os custos do diesel e que, devido os fretes terem aumentado em 100%, isso vai interferir na perda dos salários reais dos trabalhadores.

– Nós devemos pensar que a democracia deve oferecer o direito de greve, mas esse não deve afrontar os outros direitos à saúde, educação, mobilidade de ir e vir, que é um direito basilar e essas coisas não foram pensadas pela população. São situações que podem levar ao caos – pontuou.

*Informações da Rádio Campina FM

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