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Barraqueiros dizem que Aliança pratica preços abusivos no Parque do Povo

Da Redação*. Publicado em 11 de junho de 2018 às 11:23.

O presidente da Associação dos Barraqueiros do Parque do Povo, Lucinei Cavalcante, classificou como absurda e abusiva a política de preços praticada pela empresa Aliança, no depósito de bebidas e insumos que ela mantém dentro do Parque do Povo, como forma de mostrar aos patrocinadores que o evento está garantindo lucratividade às marcas.

Segundo Lucinei, o segmento vai acionar a Justiça para adotar medidas contra a Aliança, que, segundo ele, estaria desrespeitando o Código de Defesa do Consumidor.

Ele exemplificou que a água mineral de 20 litros, usada para fazer os alimentos, comprada normalmente a R$ 5,00, está saindo para o comerciante a R$ 8,00. O uísque, normalmente encontrado a R$ 80, está sendo vendido ao comerciante a R$ 95. O pacote de gelo é entregue a R$ 4,00

Foto: Paraibaonline

– Nosso cardápio depende dos preços praticados no depósito que compramos no Parque do Povo. Recebemos a lista do material apenas na quarta-feira à noite, mesmo com a festa sendo adiada em uma semana, e mesmo assim com os preços abusivos, mais alto do que se fosse para comprar no comércio da cidade, desrespeitando o Código de Defesa do Consumidor. Eles estão nos forçando a cobrar mais caro ou tentando diminuir drasticamente a nossa margem de lucro, que não cobre os valores que colocamos na festa. Vamos acionar o MP Procon para tomar providências, e se não tomar, vamos entrar com ação judicial contra esse abuso praticado no Parque do Povo – disse, revoltado.

Lucinei ressaltou que como a Aliança é uma distribuidora, tem como praticar um preço melhor, mas, mesmo assim, pratica um preço acima do valor de mercado.

Ele disse ser a favor de comprar da marca patrocinadora, mas que deveria ser possível comprar os produtos no comércio local, o que aumentaria o faturamento da cidade.

– As patrocinadoras têm como aferir o crescimento nas vendas durante o evento sem ter que colocar um depósito exclusivo no Parque do Povo, ferindo a lei da livre concorrência, criando um monopólio. Somos a favor de ter patrocínio e comprar da marca, mas também somos a favor de escolher onde devemos comprar, para oferecer um preço justo ao consumidor final. Muitos comerciantes têm pontos fixos durante o ano e quando é o mês de junho, que poderia aumentar a sua margem de lucro e movimentar a economia da cidade, vem um grupo de fora instala um depósito dentro da festa, para explorar com preços abusivos, enquanto que tem preço melhor no mercado. Pedimos que o poder público reveja isso para que o dinheiro seja deixado na cidade e não levado para fora, como está acontecendo desde o ano passado, com essa exclusividade da Aliança na festa – disse.

Lucinei diz que os preços praticados pela Aliança vão deixar uma marca negativa da festa entre os turistas.

– Estamos unidos contra essa irresponsabilidade e contra a exploração que está tendo com os preços abusivos no Parque do Povo, o que vai refletir no consumo e no turista, que vai sair falando mal da festa, dizendo que foi extorquido porque não temos como repassar um preço melhor – criticou.

*As informações são da Rádio Campina FM

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