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Campina Grande - PB

Sindicalista acusa prefeito de privilegiar irmã de vereador

17/05/2018 às 13:18

Fonte: Da Redação de João Pessoa

Mais uma categoria do setor de Saúde de João Pessoa ameaça entrar em greve por tempo indeterminado, caso o prefeito Luciano Cartaxo (PV) não a receba em audiência, a qual vem solicitando por intermédio dos vereadores há vários dias e sem êxito.

Foi o que declarou o presidente do Sindicato Municipal dos Agentes Comunitários de Saúde, Júnior Leandro, que reclama do gestor que não dialoga e nem atende às reivindicações, entre elas, a de reajuste salarial.

Segundo ele, os agentes de saúde de João Pessoa são quem menos recebem em todo o Estado da Paraíba, ou seja, o salário de uma agente é de R$ 1.253,30 líquidos, enquanto que um agente do município de Sousa recebe R$ 2.294,37 e em Santa Rita chega a R$ 1.898,46.

Fotos: Paraibaonline

Júnior Leandro denunciou que apenas uma irmã do vereador João Corujinha (PSDC), que é agente de Saúde, tem sido privilegiada pelo prefeito Cartaxo, que tem no contracheque uma gratificação de R$ 1.000,00 a mais.

“Isso deixa a gente muito revoltado. Eu não entendo por que a irmã do vereador João Corujinha é ACS e ganha R$ 1 mil a mais. E ela nem trabalha como nós agentes, que cobrimos a cidade toda, porque no horário de expediente ela trabalha como professora. Eu denuncio porque não tenho nenhum compromisso com esses políticos, queremos apenas que o prefeito cumpra um direito da categoria”, ressaltou.

O sindicalista espera que o prefeito atenda à pauta da audiência, pois até o momento isso não foi possível.

“A gente não consegue sentar com o prefeito Cartaxo. Somos recebidos em Brasília por ministros, por senadores, pelo líder do Congresso, mas com o prefeito de João Pessoa é impossível, e isso é porque Cartaxo se diz o gestor do diálogo, mas está provando o contrário quando nem ao menos nos recebe para negociar com os agentes ”, disse.

Júnior disse ainda que os agentes de saúde do município estão com os salários defasados, desde 2014, e que a Prefeitura editou uma Medida Provisória retirando as gratificações da categoria, indicada no edital do concurso.

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