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Campina Grande - PB

Procurador: embargos do Iphaep ao Cine Capitólio são por questões políticas

03/05/2018 às 11:57

Fonte: Da Redação*

O procurador-geral do município de Campina Grande, José Mariz, comentou sobre o impasse entre a Prefeitura Municipal e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) em relação à situação do Cine Capitólio, localizado no Centro da cidade.

O fato é que o Cine, que é tombado como patrimônio histórico do Estado, está correndo o risco de desabar, principalmente por conta das recentes chuvas, e a Prefeitura foi impossibilitada de realizar o projeto de revitalização no local por conta de um embargo feito pelo Iphaep.

O projeto de revitalização do Cine Capitólio, que foi feito em 2010 e passou por alterações em 2015, pretendia construir no local um espaço destinado ao lazer e à cultura, com cafeterias, bombonieres, bibliotecas, livrarias, área de exposição e duas salas de cinema no primeiro andar. Mas, para que fosse feito, a Prefeitura teria que elevar a fachada do prédio.

Por conta disso, o projeto foi revogado pelo Iphaep, que afirmou que este estaria em desacordo com a legislação patrimonial.

Foto: Paraibaonline

Em entrevista nesta quinta-feira, 3, José Mariz disse que a Procuradoria Municipal entrou com um recurso no Ministério Público contra os embargos do Iphaep, por entender que a medida foi tomada por questões políticas.

Ele destacou que até os empresários interessados no projeto de revitalização do Capitólio foram ameaçados.

 A Procuradoria tratou de comunicar o Ministério Público para tomar as medidas cabíveis. Temos até representação criminal, porque percebemos que não se tratava de uma questão técnica, mas, acima de tudo, uma questão política. O prédio não traz nenhum traço arquitetônico para ser preservado, mas pelo fato da história do Cine Capitólio ter sido tombada, o secretário André Agra dirigiu um requerimento ao Iphaep com um projeto. Não tínhamos recursos financeiros para fazer um grande empreendimento naquele local, então transformamos aquela área em concessão de uso e direito real, e fizemos um trabalho de divulgação com empresários da construção de Campina Grande, que inclusive um deles foi ameaçado por um ex-prefeito que disse: “não entre aí não que vai dar problema” – externou.

Mariz ainda destacou que o projeto chegou a ser enviado pelo prefeito Romero Rodrigues à Câmara Municipal, mas que o Iphaep conseguiu embargar.  

 Aí chegamos a esse ponto do Iphaep, ora pelos bastidores, ora pelas vias políticas, embargar o Cine Capitólio. Nós iríamos fazer ali uma área em concessão de uso e direito real, onde quem vencesse a licitação pudesse fazer um teatro e uma área para apresentação da sétima arte, que também se encarregaria de revitalizar e fazer manutenção, além de vigilância armada na Praça Clementino Procópio. Às segundas-feiras as apresentações seriam destinadas aos alunos da rede municipal. Também estariam incumbidos de fazer mais 50 boxes no Shopping Edson Diniz para tirar todos os camelôs que ainda ocupam espaços ali, além de gerar emprego e renda para Campina Grande. Aí surge nos bastidores pessoas que ameaçam os futuros investidores, e o Iphaep entra em campo e faz o embargo do projeto – criticou.

Por fim, Mariz disse que o Iphaep está a serviço do Governo do Estado, que tenta prejudicar Campina Grande.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta quinta-feira (3)

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