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Por determinação de ministério, vacinação contra gripe é prorrogada na Paraíba

Da Redação com Secom/PB. Publicado em 30 de maio de 2018 às 11:11.

A Secretaria de Estado da Saúde, por determinação do Ministério da Saúde, prorrogou até o dia 15 de junho a Campanha de Vacinação contra a Gripe, que terminaria nesta sexta-feira (1º).

A recomendação, enviada aos gestores locais nesta terça-feira (29), foi adotada em decorrência dos possíveis impactos da paralisação dos caminhoneiros no transporte público e nos atendimentos em serviços de saúde.

A meta da campanha é atingir de 90% do público-alvo, que corresponde a 910.736 pessoas consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe.

“Seguimos reforçando a importância da população que está nos grupos prioritários procurarem uma unidade de saúde para garantir a vacinação e, consequentemente, se proteger das complicações causadas pelo vírus influenza. A vacinação é a principal forma de prevenção”, alertou a chefe do Núcleo de Imunização da Ses, Isiane Queiroga.

O público-alvo a ser vacinado é de aproximadamente 1.070.000 pessoas e a meta é vacinar 90% deste público. As vacinas estão disponíveis nas salas de vacinas nos 223 municípios do estado. Foram distribuídas 1.176.700 doses na Paraíba.

Foto: Secom/PB

Até o momento, a cobertura vacinal atingiu 74,28% do público-alvo – sendo 92,04% da população indígena; 92,04% puérperas; 88,47% trabalhadores de saúde; 79,19% professores; 77,16% idosos; 77,07% gestantes; 72,71% crianças.

De acordo com o último Boletim da Influenza, foram notificados na Vigilância Universal para Influenza 154 casos para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 12 foram confirmados para influenza sazonal, sendo três para o agente etiológico influenza A do subtipo H3N2; seis influenza A do subtipo H1N1pdm09 e três para Influenza B.

Para outros agentes etiológicos foram confirmados 19 casos, sendo um para Metapneumovírus; um Vírus Sincicial e 17 como SRAG não especificadas; 40,2% (62) descartada a presença do vírus de influenza e os demais seguem em investigação.

Quanto aos óbitos, são 25 casos suspeitos de SRAG, sendo um com identificação viral para influenza A H3N2 (João Pessoa); quatro para H1N1pdm09 (Cabedelo, Cachoeira dos Índios, Pedras de Fogo e Serraria) e 15 foram descartados para o agente etiológico de influenza. Cinco óbitos seguem em investigação.

“Dentre os casos internados em 2018 e notificados para SRAG, nos chama a atenção as doenças cardiovasculares (27%), seguidas das metabólicas (22%) e neurológicas (13%), que correspondem ao grupo mais acometido. É importante ressaltar que as prevalências de doenças cardíacas, pulmonares, metabólicas e neoplásicas aumentam com a idade, e que os pacientes com doenças crônicas, muitas vezes, não são vacinados por não estarem cientes de sua condição de risco ou por falta de recomendação médica”, alertou a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega.

Infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Um indivíduo pode contraí-la várias vezes ao longo da vida. Em geral, tem evolução autolimitada, podendo, contudo, apresentar-se de forma grave.

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