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Campina Grande - PB

HU sofre com estrutura obsoleta e quer emendas de bancada para reforma e ampliação

04/05/2018 às 8:57

Fonte: Da Redação*

O Ministério da Saúde liberou R$ 1,8 milhão para os hospitais universitários de Campina Grande e Cajazeiras.

O médico e diretor-geral do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) em Campina Grande, Homero Gustavo, disse que os recursos são previstos anualmente e liberados para cobrir custeios.

O HU tem duas fontes de financiamento, segundo Homero, o Ministério da Saúde e o da Educação, e a contratualização com o gestor municipal.

De acordo com ele, do recurso vindo pelo governo federal, R$ 1,5 milhão será para investimentos em equipamentos e na parte física do prédio e pelo menos R$ 480 mil para compra de medicamentos, material médico hospitalar, alimentos para pacientes internados.

– Pretendemos adquirir um mamógrafo digital e colocar um elevador ligando o pronto atendimento e as alas de internações, porque não são unidas e estão inadequadas às normas de engenharia e sanitárias – disse.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

O médico ainda comentou sobre outras dificuldades enfrentadas pelo HUAC, como o fato de a estrutura ser antiga e é preciso que se ajuste às normas exigidas. Além disso, não tem como expandir a estrutura de forma horizontal.

– Em 1943 quando foi construído, a área que não tinha residências e hoje tem muitas o que impossibilita a expansão. Estamos buscando, junto à Ebserh em Brasília, a possibilidade de se verticalizar a edificação. Estão sendo estudadas alternativas e inclusive vamos fazer uma gestão com os deputados federais no sentido de destinar recursos de bancadas e emendas para o custeio dessa possível obra, que deve ser em torno de R$ 200 milhões – disse.

Homero também ressaltou que não existe a possibilidade de o HU fechar suas portas e que a Ebserh, empresa que administra o hospital, e o MEC já liberaram a contratação de pessoal. Ao todo serão 274 profissionais de saúde, sendo 81 médicos.

– Não há motivo de preocupação em relação ao destino do HU, é um hospital de ensino que serve como estágio para muitos profissionais de saúde. O que temos problemas é com a falta de leitos. Somos um centro de referência no tratamento de doenças infecciosas como Aids e hepatite, além de ser referência em oncologia pediátrica e por isso não temos leitos suficientes para atender à demanda. Com relação à área ambulatorial, não temos dificuldades nenhuma em atender todos os pacientes que chegarem ao hospital – concluiu.

*Informações da Rádio Campina FM

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