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Campina Grande - PB

Diretor do Sintab elenca motivos para a greve da saúde em Campina Grande

03/05/2018 às 11:01

Fonte: Da Redação*

O diretor de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), Napoleão Maracajá, comentou sobre a greve dos servidores da saúde de Campina Grande, que foi deflagrada nessa quarta-feira, 2.

Segundo ele, a pauta dos servidores da saúde tem mais de cinco anos e que a decisão da greve já havia sido anunciada há cerca de três meses, por não haver nenhuma sinalização por parte da Prefeitura Municipal no cumprimento dos direitos dos trabalhadores.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

 O Plano de Cargos é lei desde 2011 e ele está congelado, e não há nenhuma sinalização do governo de fazer as progressões. O Plano de Cargos dos agentes comunitários de saúde e a data-base, que era para janeiro, também não teve nenhuma sinalização. As gratificações não estão sendo pagas. O Pmaq [Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica], que é uma verba federal em que uma parte é destinada para o melhoramento das unidades de saúde e a outra para os servidores, embora o dinheiro tenha entrado no município não foi repassado para os trabalhadores. Os trabalhadores da saúde sequer têm um dia certo de pagamento – frisou.

Napoleão ressaltou que, apesar da greve, o sindicato está aberto ao diálogo com a Prefeitura, mesmo que o governo não consiga resolver todos os pontos da pauta.

 O que não pode é o governo não resolver nada e achar que ainda tem razão. Além disso, na maioria das unidades de saúde as condições de trabalho são impróprias, o trabalho é impraticável e estamos apresentando ao Ministério Público um relatório produzido pelos próprios trabalhadores. Isso mostra que essa paralisação não é só pelos salários e direitos conquistados por lei, mas por falta de condições de trabalho. É teto caindo, falta de insumos, um quadro extremamente dramático – pontuou.

Napoleão também destacou que em fevereiro, conforme dados no Sagres, a Prefeitura de Campina Grande dispunha de R$ 18 milhões para a saúde, mas que a gestão não respeita o dinheiro público e nem a população.

 Não é pouco dinheiro. Aí você tem uma quantidade de prestadores de serviços enorme, são 2.760 prestadores contratados sem concurso público, 131 cargos comissionados. O Fundo Municipal de Saúde gastando R$ 324 mil com locação de ambulâncias, quando informações dão conta que no pátio do Hospital Doutor Edgley existem várias ambulâncias quebradas. Está muito claro que não é o dinheiro curto, mas uma questão de prioridade, gestão e de respeito à população. Se você for entrar em outros assuntos vai encontrar várias denúncias contra a gestão municipal, dando conta de acomodações de agentes políticos de outros municípios – externou.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta quinta-feira (3)

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