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Campina Grande - PB

Defesa Civil convida secretários estaduais para conhecer riscos em obras de CG

03/05/2018 às 7:49

Fonte: Da Redação*

O coordenador da Defesa Civil de Campina Grande, Ruiter Sansão, comentou sobre as recentes chuvas na cidade e os transtornos causados por alagamentos e riscos de desabamentos.

Segundo ele, a culpa dos problemas não é da chuva, mas sim das pessoas que ocupam áreas alagáveis, falta de estrutura e drenagem em algumas obras, além do descarte indevido de lixo.

– A culpa é em parte da população e do poder público, que tem que fazer o dever de casa, que é manutenção, fiscalização, proibir ocupações indevidas em áreas de riscos. Em Campina, temos obras públicas que, infelizmente, trazem cenários de risco. O estádio O Amigão, por exemplo, nas ruas Rita Alves Ramos e Manoel Paulino, a obra é muito bacana, mas a questão de drenagem não foi priorizada e qualquer chuva de 30 milímetros alaga – pontuou.

Foto: Paraibaonline

Ruiter também convidou os secretários estaduais Fábio Maia e Cassandra Figueiredo, das pastas de Planejamento e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), respectivamente, para visitarem a Vila dos Teimosos e o Cine Capitólio, que estão oferecendo riscos à população.

– Convido o secretário Fábio Maia para conhecer a situação da Vila dos Teimosos quando chove. Lá há 40 famílias. A senhora Cassandra Figueiredo, do Iphaep, venha conhecer o Capitólio. A chave do cadeado tivemos que arrombar e vamos colocar outro e daremos uma cópia da chave pra ela, para ela saber onde fica o Capitólio. Até 16 meses atrás não havia risco. A Defesa Civil monitora de maneira periódica o Capitólio a cada dois dias. Nós vamos lá, filmamos, temos imagens de água escorrendo pela parte frontal, imagens de rachaduras da parte posterior da Rua Treze de Maio, onde há riscos de desabamentos – explanou.

Conforme o dirigente, haverá uma reunião no próximo dia 18 no Ministério Público para discutir a situação do Cine Capitólio, que já está interditado na parte de dentro.

– Na parte de trás ali corre riscos, pois há grandes rachaduras. Na parte de dentro já está interditado, onde colocamos escoras, e na parte de fora, na calçada, será feita pela Secretaria de Obras. Nossa preocupação é com a segurança das pessoas e queremos que esse impasse entre o Iphaep e a Prefeitura seja solucionado – ponderou.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM nessa quarta-feira, 2

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