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Coluna de José Mário: Uma página de saudade

Da Redação. Publicado em 12 de maio de 2018 às 9:04.

Por: José Mário da Silva*

“A vida é uma neblina que sobe por um instante e logo se dissipa”. A certeira sentença procede da inspirada palavra de Tiago, escritor sagrado, autor de curta, prática e instrutiva epístola do Novo Testamento. Claríssima em sua formulação conceitual, a metáfora cartografa a incontestável fugacidade da vida, na medida em que aponta para o fato de que a impermanência é o traço mais indelével do nosso precário existir.

Como uma flor que no alvorecer da manhã se ergue viçosa e, depois, no descer crepuscular do dia desfolha-se e se aniquila completamente, também em nossas vidas, mesmo no “caule mais vigoroso da existência”, conforme pontua um admirável verso de Carlos Drummond de Andrade, floresce a morte; a Indesejada das gentes, no poético dizer de Manuel Bandeira.

Somos sim, quer queiramos ou não, “sujeitos à injúria de nos tornarmos pó”, de acordo com o exato verso de “Vã Feitiçaria”, belo poema do mestre Lêdo Ivo. A neblinosa realidade das nossas vidas não cessa de produzir os seus cotidianos e dolorosos frutos.

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