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PT tentou suspender pesquisa do Instituto Datafolha

Da Redação com Ascom. Publicado em 15 de abril de 2018 às 18:18.

O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Og Fernandes negou o pedido do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) para suspender, em caráter de urgência, a pesquisa encomendada pela Folha da Manhã ao instituto Datafolha sobre as Eleições Gerais de 2018, divulgada neste final de semana. A representação foi ajuizada nesta sexta-feira (13).

“Não há qualquer elemento que corrobore com as alegações trazidas na inicial de que foi concedido ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratamento desfavorável nos quesitos da Pesquisa BR-08510/2018, tampouco se revela o uso de recursos tendentes a induzir as respostas dos eleitores”, ponderou o ministro ao julgar improcedente a representação.

Com a decisão, ficou prejudicado o pedido de suspensão liminar da divulgação da pesquisa impugnada.

Na ação, o partido alegou que o questionário adotado no levantamento traz um conjunto de sete perguntas que causam danos à agremiação e ao seu pré-candidato à presidência da República no pleito deste ano.

De acordo com os advogados que subscrevem o pedido, a pesquisa ignorou a pré-candidatura de Lula “e apresenta perguntas tendenciosas com potencial para induzir entrevistados e manipular os resultados da pesquisa”.

Foto: Divulgação

A sigla também argumentou que, por meio das perguntas formuladas, o instituto tenta influenciar os entrevistados, incutindo neles a “falsa ideia de inelegibilidade” do ex-presidente.

Numa das questões, segundo os representantes do PT, o instituto apresenta em resposta estimulada os nomes de potenciais candidatos a presidente sem, entretanto, considerar o nome do pré-candidato do partido em seis dos nove cenários hipotéticos apresentados. 

Segundo o ministro, o artigo 3º da Resolução nº 23.549/2017 é explícito ao obrigar os institutos de pesquisa a incluírem o nome de todos os pré-candidatos apenas “a partir das publicações dos editais de registro dos candidatos”.

“Dessa forma, não há ilegalidade a ser combatida, na medida em que o instituto de pesquisa não está obrigado a fazer constar na lista de pesquisa o nome de qualquer dos pré-candidatos, tratando-se de mera faculdade a inclusão do nome deste ou daquele pré-candidato”, ressaltou. 

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