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No ‘dia do fico’, os recados e um resumo do que disse o governador Ricardo Coutinho

Da Redação. Publicado em 6 de abril de 2018 às 21:37.

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

Depois de meses de especulações sobre o seu futuro político, o governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou nesta sexta-feira (6) que não vai deixar o comando do Executivo estadual para disputar em outubro próximo uma vaga no Senado Federal.

O anúncio ocorreu durante um pronunciamento à imprensa, que durou quase 40 minutos, no Esporte Clube Cabo Branco, em João Pessoa.

Acompanhado de auxiliares de governo, correligionários e autoridades políticas, Ricardo se solidarizou com o ex-presidente Lula, falou sobre as conquistas de seus dois mandatos, explicou os motivos que o fizeram optar por concluir sua segunda gestão em dezembro, mas também aproveitou a oportunidade para adotar uma postura crítica em relação a alguns temas e ‘mandar recados’ claros a vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT), e a membros da oposição.

Confira a seguir, em trechos, um resumo do que disse o governador:

“Um aspecto que eu tenho que levar em conta é a questão do cuidado e da lealdade aos companheiros e companheiras. Eu sou uma pessoa leal, sou de luta, determinado, não escondo minhas posições. Eu sei o valor da lealdade, até para aqueles que por ventura não tenham sido leais comigo”.

“(para sair) Eu teria que ter a confiança de que esse projeto seria inatacável, porque eu tenho consciência do meu peso nas eleições. Isso não quer dizer que eu seja melhor ou pior que ninguém, quer dizer que eu represento um polo, um projeto que galvanizou muita gente por esse estado afora”.

“A lealdade na política é fundamental. É claro que as pessoas não são obrigadas a isso, mas é fundamental se compreender que quando você tem determinadas posições, dentro de um processo, é preciso respeitar essas posições e não achar que as coisas caem do céu. Não achar que as pessoas são obrigatoriamente tragadas pelo desejo pessoal, legítimo, de ter algum cargo ou algum mandato”.

“Diante de tudo isso eu só posso dizer que a minha melhor movimentação, a melhor movimentação de Ricardo, que hoje ocupa o cargo de governador, que eu possa fazer pela Paraíba, é permanecer no governo”.

“Alguns companheiros me diziam que é importante, no cenário nacional, que a gente tenha um nível de disputa bem delineado no combate a essa célula fascista que o Brasil está desenvolvendo. É claro que isso é importante, mas não é mais importante do que preservar a perspectiva da continuidade das mudanças dentro da Paraíba”.

“Esse momento que a Paraíba vive não me permitiria não ter o prazer de poder continuar a frente desse Estado, eu não faria isso por um mandato”.

“Eu fico no governo feliz, realizado, sabendo que a história me cobra ter responsabilidade com a Paraíba. Não haveria cangapé dentro do governo, eu não admitiria nenhum tipo de comportamento que não respeitasse a vontade expressa do povo em relação ao projeto que eu apenas represento. E se alguém pensou diferente, pensou errado. Eu não estaria satisfeito vendo a Paraíba desandar e Ricardo ter um mandato de senador”.

“Pela Paraíba tudo! Um mandato não vale entregar a Paraíba ao atraso, aos que festejavam, ou então aqueles que agora sim vão poder ter oportunidade de se definirem na vida. Que se definam! Agora, arranjem argumentos, arranjem ideias, porque serão novamente confrontados”.

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