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Secretário acha temeroso Romero deixar a prefeitura para disputar o governo

Da Redação*. Publicado em 13 de março de 2018 às 11:45.

O secretário de Ciência e Tecnologia de Campina Grande, deputado licenciado Tovar Correia Lima (PSDB), comentou sobre a candidatura das oposições ao governo do Estado e ponderou que o nome do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) continua posto.

Ele destacou o encontro de Romero com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), em Brasília, e frisou que a conversa foi informal, não passando de amenidades.

Foto: Paraibaonline

Tovar afirmou que o grupo das oposições continua unido e que PSDB e PSD marcharão juntos nas eleições deste ano, apesar da desistência do prefeito da Capital em disputar o pleito.

O tucano também levantou o nome do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) como um “camisa 10” do partido e tratou de dissipar a possibilidade de o parlamentar migrar para o PPS, que na Paraíba é um partido aliado ao grupo do governador Ricardo Coutinho (PSB).

 Pedro me falou que não há nada concreto nisso e que é apenas especulação. Alguém de Brasília publicou essa notícia, mas não tem nada certo. Era uma preocupação nossa, pois Pedro é um craque do nosso time. É o camisa 10 a qualquer momento e, talvez, em algumas partidas, ele já é o camisa 10. O PSDB perder Pedro seria muito ruim. Ele nem sequer se encontrou com o deputado Gilberto Freire [presidente estadual do PPS] – ponderou.

Tovar destacou que Pedro tem condições de disputar a cabeça de chapa pelo partido, mas salientou que há muitas discussões até lá havendo outros nomes, incluindo o próprio prefeito Cartaxo.

 Pedro tem condições de disputar um cargo majoritário de qualquer natureza. Mas, até lá, são muitas discussões. Temos ainda o prefeito Luciano Cartaxo, que não vamos descartar, o irmão dele, Lucélio Cartaxo, temos o senador Cássio, e o prefeito Romero. Pedro deixa o nome à disposição, o mandato à disposição, para que possamos compor essa chapa e possamos vencer as eleições – explanou.

O deputado pontuou também que, diante do cenário, o partido vai discutir os nomes do senador Cássio Cunha Lima e do prefeito Romero Rodrigues, além de Pedro e Lucélio, que apontariam um novo panorama.

 O senador José Maranhão já admitiu que é candidato de toda forma, então, nessa opinião, ele já está excluído, porque ele já é postulante. Se Luciano falou que não é candidato, vamos discutir os nomes de Cássio ou de Romero. Um nome novo, como o de Pedro ou de Lucélio, seriam os que poderiam aparecer durante as semanas para que pudéssemos discutir com as lideranças partidárias. Mas, de fato, não estamos colocando o carro na frente dos bois – externou.

O tucano opinou também sobre a possibilidade de Romero sair da prefeitura para disputar o cargo, afirmando que a medida é temerosa, apesar de ser importante ter um governador campinense.

 É um fato muito difícil. Romero está muito bem em Campina Grande, administrativamente e politicamente. As pessoas confiam muito na administração de Romero. Já ouvi diversas vezes as pessoas dizerem que querem Romero no governo, mas também na prefeitura. A administração vem muito redonda e acontecendo muito bem, mas, se isso vier a acontecer, o prefeito tem uma equipe que daria conta do recado. Mas, que é temeroso é, pois o PSDB perderia um prefeito de uma cidade importante na Paraíba para disputar um mandato de governador. Porém, Campina ter um governador seria muito importante. Grandes obras foram feitas quando Cássio foi governador. Há oito anos nós não temos isso. Temos a irresponsabilidade do governo do Estado com a segurança da cidade, como foi com a água, que se não fosse o governo federal estaríamos com sede – analisou.

E continuou:

“Eu seria hipócrita em dizer que não queria que Cássio ou Romero fossem candidatos a governador. Mas, não podemos partir apenas do meu querer. É preciso ouvir a cidade. Se a própria cidade, que votou maciçamente em Romero no primeiro turno, achar por bem que ele fique, pode ter certeza que ele vai ficar. Romero está para atender muito mais ao povo de Campina, do que qualquer outra pessoa – reforçou.

Indagado se o grupo estaria fazendo uma pesquisa sobre os candidatos, Tovar frisou que “sim, pois não há como dizer que uma decisão dessa magnitude seja feita em quatro paredes”.

 Isso está sendo amparado por pesquisas quantitativas e qualitativas, opiniões diversas da imprensa, amigos e cientistas políticos. Muita gente está participando desta conversa – finalizou.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta terça-feira (13)

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