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Decisão de Luciano continuar ou não no PSD é pessoal, diz presidente do partido

Da Redação*. Publicado em 5 de março de 2018 às 13:07.

O presidente do PSD, deputado federal Rômulo Gouveia, afirmou que não conseguiu falar com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), sobre a desistência do gestor como pré-candidato ao governo do Estado, ocorrida na semana passada.

Segundo ele, a nota do PSD sobre o ocorrido reflete muito bem o sentimento do prefeito, que é a preocupação com a cidade de João Pessoa e a continuidade do trabalho.

Rômulo frisou também que a candidatura do MDB, com o senador José Maranhão, e a indefinição dos partidos de oposição também levaram Luciano a desistir da disputa.

– A preocupação com continuidade do trabalho, dos investimentos e ações, inclusive a necessidade da oposição, caso encontrasse nele [Cartaxo] o nome ideal, pudesse fazer a transição para o vice-prefeito Manoel Junior em fevereiro. Essa discussão não avançou. Nós tivemos o MDB, partido do vice-prefeito, com uma candidatura legítima do senador José Maranhão, mas que para as oposições e para o próprio Luciano seria muito ruim. A própria indefinição do PSDB com a candidatura própria, e alguns partidos que conversamos que não deram firmeza. Desde o primeiro instante que ele conversou comigo eu disse que entendia, respeitava e que estaria ao seu lado na decisão – explanou.

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

Foto: Leonardo Silva/ Paraibaonline

Gouveia ainda destacou que a decisão de Luciano continuar ou não no PSD é pessoal e só quem pode responder isso é o próprio prefeito.

– Só quem pode dar essa resposta é ele. Eu só falo por mim, não posso falar por ninguém. Esse fim de semana, merecidamente, depois da decisão, o prefeito conversou conosco e disse que iria dar uma descansada. Hoje ele irá inaugurar uma escola, mas estou voltando para Brasília. Acredito que eu quando voltar de Brasília teremos tempo. Nós temos tempo e temos um mês ainda para descompatibilização e mais de quatro meses para as coligações, pois as convenções são no final de julho – pontuou.

O parlamentar ainda opinou sobre a ventilação do nome do senador Cássio Cunha Lima ser o candidato da oposição, afirmando que acha que o tucano não será uma opção.

– Acho que não, pois o nome do senador Cássio nunca esteve na disputa. Os nomes que tiveram na disputa nas oposições são o do prefeito Romero, o senador Maranhão e o prefeito Luciano. Com a saída de Luciano, naturalmente, se polariza agora entre o senador José Maranhão e prefeito Romero Rodrigues. Essa discussão vamos fazer no âmbito do PSD e, obviamente, não vou tomar nenhuma decisão sem conversar com o maior líder estadual do partido, que até então liderava as pesquisas para o governo do Estado, que é o prefeito Luciano Cartaxo – comentou.

Conforme Rômulo, há um movimento muito grande de lideranças para que Luciano Cartaxo volte atrás na decisão e que conversou com algumas pessoas a respeito do novo cenário político.

– Tive esse final de semana com o deputado Aguinaldo Ribeiro, que externou preocupação no âmbito do próprio PP. Estive também com o senador Raimundo Lira, que tive a honra de recebê-lo ontem em minha residência, com quem conversei sobre esse cenário. Conversei com o próprio senador Cássio. E também com o prefeito Romero, com quem troquei algumas mensagens e falei pelo telefone, e ainda o convidei para ir a Brasília, mas não sei como vai ser a agenda dele essa semana. O senador Maranhão me ligou ontem e vamos conversar em Brasília – ponderou.

Ainda sobre a decisão de Luciano, o deputado disse que não tem força para fazer com que ele reveja decisão, mas que o gestor teve os apelos mais diversos.

– Eu sozinho não tenho essa força. Obviamente que ele está refletindo e só ele quem pode decidir. Se depender de mim, todos sabem do meu propósito, vejo nele um grande nome para disputar e governar a Paraíba – reforçou.

O parlamentar salientou sobre o PSD estar na chapa majoritária, não necessariamente na cabeça da chapa, mas que tem outros nomes que possam disputar os quadros como o de Lucélio Cartaxo e do empresário Buega Gadelha.

Por fim, Rômulo externou que a demora na escolha do nome da oposição está sendo ruim.

– É muito ruim, pois se não tivéssemos um candidato oficial do governo [João Azevedo] em campanha, talvez pudéssemos aguardar. Estrategicamente, a oposição aguarda a candidatura da situação. Mas, no instante em que o candidato da situação já vem oficializado há mais de sete meses, não tenha dúvida de que é muito ruim – finalizou.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta segunda-feira.

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