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Casamento coletivo é realizado em João Pessoa com apoio de várias entidades

Da Redação com Ascom. Publicado em 24 de março de 2018.

fotos: ascom

Setenta casais disseram ‘sim’ e formalizaram a união civil, durante um casamento comunitário realizado na tarde desta quinta-feira (22), no Centro Cultural Mangabeira Tenente Lucena, em João Pessoa.

O casamento foi celebrado pelo juiz Hermance Gomes Pereira, titular do Juizado Especial Criminal da Capital, numa ação promovida por meio de uma parceria entre o Tribunal de Justiça da Paraíba, Associação das Esposas dos Magistrados e das Magistradas da Paraíba (Aemp), Secretaria de Desenvolvimento Social do Município (Sedes) e Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg).

Maria Nazaré Leite e José Pereira dos Santos vivem juntos há dez anos. Só agora resolveram oficializar a união.

“Estou muito emocionada. Sempre foi um sonho que tive a vida toda. Encontrei este companheiro maravilhoso e, hoje, a gente está realizando isto”, disse a Nazaré. Seu companheiro concordou. “Já moramos juntos há muito tempo e achamos que estava na hora de casar”, completou José Pereira.

Também Maria Lúcia Pereira do Nascimento e José Batista de Sousa, que estão juntos há 20 anos, participaram da cerimônia. Ela diz que casar é importante, embora tenham demorado a oficializar o matrimônio. Ele afirma que é um dia feliz. “Bem a gente já vive, há muito tempo. É uma data simbólica, mas de muita alegria”, disse José Batista.

O magistrado Hermance Gomes conduziu o casamento num clima de descontração, e o primeiro e principal conselho dado aos noivos foi o respeito mútuo. “A coisa mais importante em uma relação para um casamento bem sucedido é o respeito um com o outro, o trato no dia a dia”, ressaltou.

Para o juiz, foi uma experiência gratificante colaborar com a realização de um sonho de muitas pessoas. “É muito interessante que a população ainda acredita na família constituída na forma da lei. Fico feliz em participar disso tudo”, disse.

Ao atuar diretamente na promoção do evento, a presidente da Aemp, Ana Lúcia Alencar Pereira, se mostrou satisfeita com o resultado do trabalho.

“Esse é um momento único, inesquecível para cada um que aqui se encontra. É, na verdade, aquele instante em que toda uma vida passa novamente na memória dos casais, trazendo lembranças de como o amor os conduziu até aqui”, disse.

Para Ana Lúcia, todo o empenho envolveu, além de uma contribuição material, dedicação e amor.

“É uma alegria que não se pode medir para todas que fazem parte da Aemp. A felicidade vista hoje no rosto de cada casal é também a nossa. É por esta e outras ações sociais que a Associação ganha forças para continuar nesse trabalho de promoção da fraternidade, da satisfação em ajudar ao próximo”, registrou.

O presidente da Anoreg, Germano Toscano, explicou que a instituição possui um braço social forte, que está presente todas as vezes em que é convocada a participar desses atos.

“Sempre estivemos presentes nos casamentos coletivos, pois é uma situação em que ajudamos a regularizar a vida dessas pessoas. O casamento não regulamenta só a vida do casal, em termos legais, mas tem repercussão na vida de toda a família, dos filhos, etc. Então, participamos com muita alegria”, declarou.

A realização do evento surgiu a partir de uma necessidade observada pelos 12 Centros de Referências de Assistência Social (Cras) do Município de João Pessoa, responsáveis por atenderem usuários com vulnerabilidades sociais diversas, conforme explicou o secretário de Desenvolvimento Social de João Pessoa, Eduardo Pedrosa.

O secretário disse que muitos dos usuários atendidos, em seus relatos, externaram a vontade de oficializar o casamento civil. A Sedes, então, fez a captação documental e intermediou as parcerias, acionando o TJPB e a Aemp.

“Foi um dia de muita emoção, em que sentimos a felicidade desses casais, numa cerimônia bem participativa. Por isso, também é um dia de grande felicidade para todos nós que fazemos a Assistência Social do Município”, enfatizou.

Para o assessor jurídico da Secretaria, Felipe Lacet, o evento buscou regularizar a situação desses casais, visto que a maioria já convivia em regime de união. “Esta formalização também significa uma alegria e um melhor convívio para o matrimônio dessas pessoas”, apontou.

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