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Leia a coluna do Padre Luciano Guedes: O outro

Da Redação. Publicado em 11 de fevereiro de 2018 às 10:44.

(*) Pe. Luciano Guedes

O “outro” para além do seu significado objetivo é também aquilo que o meu olhar alcança, adjetiva e define. O homem medieval visto pelo iluminista do século XVIII foi chamado de sombrio e obscurantista; o agricultor visto pelo urbanista foi chamado de rude e ingênuo; o homem vindo do leste visto pelo europeu civilizado foi chamado de bárbaro; o sotaque regional do nordestino brasileiro visto pelo falar afrancesado da corte carioca foi chamado de arrastado.

Poderíamos nos prolongar nas constatações, que são muitas na trama das sociedades humanas, todavia, estes exemplos podem no servir para pensarmos como o recurso do “olhar” direcionado aos outros me informa aquilo que eu sou e também o que eu não quero ser.

Emmanuel Lévinas (1905), nascido na Lituânia, filho de família judaica, filósofo da fenomenologia, lançou crítica ao pensamento ocidental ao dizer que somos herdeiros de uma tradição egocêntrica que compreendeu o “eu” como centro do universo. Em sua proposta de uma nova ética, Lévinas deixou claro que ao olhar o rosto do outro se deve guardar uma distância, não uma distância de temor, frieza ou medo, mas uma distância necessária para o respeito pelo que a pessoa é e representa.

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