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CNBB abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2018

Da Redação com Ascom. Publicado em 14 de fevereiro de 2018 às 8:31.

A promoção da cultura da paz e a superação da violência: com este objetivo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente nesta quarta-feira de cinzas, 14/02, a Campanha da Fraternidade (CF) 2018.

O tema oficial é “Fraternidade e Superação da Violência” e o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Ilustração: Reprodução/ CNBB

O evento que marca o lançamento acontecerá na sede provisória da entidade em Brasília (DF), a partir das 10h, com transmissão ao vivo pelas emissoras de televisão de inspiração católica.

Em Campina Grande, haverá uma entrevista coletiva, também às 10h, no salão de entrevistas da catedral diocesana, com a participação do bispo Dom Dulcênio Fontes de Matos.

Os números alarmantes revelados pelas pesquisas sobre a violência crescente, além da própria sensação de insegurança que vive a população em muitas regiões do país, mostram a necessidade de reflexão do tema.

O estudo mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traz os dados da violência de 2015, e mostram a necessidade de um maior comprometimento das autoridades políticas e da segurança pública em torno de um pacto contra os homicídios.

O próprio relatório afirma que é preciso substituir o discurso vazio e de ações midiáticas que nada resolvem, por ações de coordenação, planejamento e gestão.

O Atlas da Violência 2017, produzido pelo Ipea, indica a necessidade de aprimorar o controle do uso de armas no país, além de revelar o perfil da maior parte das vítimas da violência: homens, jovens, negros e com baixa escolaridade.

No entanto, também é alarmante o número de vítimas de outras categorias, como mulheres: em 2015, 4.621 mulheres foram assassinadas no Brasil, o que corresponde a uma taxa de 4,5 mortes para cada 100 mil mulheres.

O próprio relatório recorda, no entanto, que este número representa uma pequena ponta do iceberg, já que as mulheres também são vítimas de outras formas de violências (física, psicológica e material) que são motivadas por uma cultura patriarcal e que passam invisíveis aos olhos da sociedade.

“O esquecimento do mandamento do amor e da ética gestam e despertam violência. Os descaminhos, no entanto, podem ser superados com a volta às origens, com a reconciliação e a misericórdia. Somos chamados à superação da violência, pois somos filhos e filhas de Deus”, afirma o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

“A superação da violência, condição para uma sociedade e cultura da paz, exige comprometimento e ações envolvendo a sociedade civil organizada, a Igreja e os poderes constituídos para a formulação de políticas públicas emancipatórias que assegurem a vida e o direito das pessoas em uma sociedade e cultura de Paz”, diz o secretário executivo de CF, padre Luís Fernando da Silva.

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