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Campina Grande - PB

Ricardo Coutinho critica postura de conselheiro do TCE-PB

12/11/2017 às 14:16

Fonte: Da Redação*

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

O governador Ricardo Coutinho (PSB) concedeu, sexta-feira última, uma longa entrevista à ´Arapuan FM´, ocasião em que tratou de dois temas na ordem do dia: as suspensões do programa Empreender Paraíba, pelo Tribunal de Contas do Estado, e da tramitação da lei orçamentária, pelo Tribunal de Justiça.

Leia uma síntese de suas declarações.

“Eu respeito todos os poderes. Isso é inquestionável. Nenhum dos poderes pode afirmar que não teve uma grande elevação do duodécimo durante o meu governo, diferentemente de governos anteriores.

“Estou convencido de que esse debate tem que ser feito com a sociedade, afinal esse dinheiro não é do governador. A sociedade precisa compreender o que está se passando.

“Um conselheiro deveria ter imparcialidade (…) Ele (conselheiro Fernando Catão, do TCE) alegou falta de transparência e de efetividade, e que (o Empreender) é uma caixa preta. Eu não entendo de caixa preta e não gosto de caixa preta.

“Se tem alguma coisa errada, que diga. Agora o que não se pode fazer é militância política.

“Eu sei que ele (Catão) não morre de amores pelo governo, já expressa isso publicamente. Já expressou para membros do governo, o que não deveria fazer.

“Quando você assume determinadas posições e postos públicos, você tem que ter necessariamente a imparcialidade e o espírito público. A disputa política deixa que os outros façam.

“Ele (Catão) não nutre qualquer tipo de generosidade para com aquilo que o governo faz.

“O orçamento público não é apenas a junção da vontade de todos. É o produto da economia, da receita do Estado. A gente tem que se adequar àquilo que o Estado tem. Não é aquilo que a gente precisa que vai fazer com que esse dinheiro que a gente precisa entre no Estado. Se fosse assim, era muito bom.

“O único poder que não sabe quanto vai receber a cada mês é o Executivo.

“Uma coisa que eu não tenho é falta de coragem (…) O reflexo da crise é bem menor nos demais poderes (…) Se tem uma crise, todos nós estamos dentro dela (…) Estou cortando tudo, o ar, o vento…

“Não tem nenhuma razão de existir essa suposta crise.

“(nós teremos) O maior percentual de alunos no ensino médio cursando escola integral. Serão 100 escolas”.

O governador revelou que apesar de toda a limitação financeira, o Judiciário conseguirá executar este ano 96,21% do orçado previsto; o Ministério Público 97,47%; a Assembleia Legislativa 93,98%; o TCE 100,91%; e o Executivo apenas 78,67%.

Ainda conforme Ricardo, o orçamento anual do Judiciário paraibano subiu de R$ 331 milhões em 2010 para R$ 595 milhões este ano.

No mesmo período o orçamento do Tribunal de Contas passou de R$ 80 milhões 950 mil para R$ 133 milhões 752 mil.

*fonte: coluna Aparte, com o jornalista Arimatéa Souza

 

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