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Campina Grande - PB

Cássio na convenção: “O que estamos vendo aqui é um reencontro”

13/11/2017 às 23:29

Fonte: Da Redação

Foto: Paraibaonline

O senador Cássio Cunha Lima começou a falar, no final de semana, na convenção do PSDB, tratando da conjuntura política nacional.

 “Estamos vivendo um momento muito difícil da vida nacional. Não é do desconhecimento de ninguém a complexidade desse instante e a gravidade do momento. Mas, tenho certeza, não há saída fora da política. Mas do que nunca, se faz necessária a prática da boa política”.

 “Estamos fazendo aqui a boa política, sem renunciar posições; sem abdicar convicções. Partidos que se congregam dentro de pontos de convergência, sem que divergências possam deixar de existir, porque são naturais não politica”, discursou CCL.

 “O que nós estamos testemunhando nessa tarde são gestos de grandeza, de espírito público, de compreensão da necessária leitura do cenário político do Brasil e da Paraíba, para que nós possamos, no próximo ano, ter a capacidade, com essa mesma maturidade e discernimento, apontar os caminhos que haverão de conduzir a Paraíba e o Brasil a um futuro que nos permita virar a página, ou seja, sair da crise”, discorreu o senador.

 Para CCL, “é preciso que o sistema politico brasileiro faça uma autocritica, porque nós falhamos como sistema político, é inegável isso. Ele precisa ser reconstruído”.

 O senador disse que a unidade das oposições no Estado “será fundamental para que as convergências aqui destacadas possam resultar na vitória que queremos. Os desafios são muitos e imensos”.

“O que estamos vendo aqui é um reencontro”, realçou.

 “Não sou um desonesto como alguns querem me apontar. Não sou alguém que perdeu um mandato por corrupção! Não! E vou enfrentar essa discussão com clareza. Tem político bandido? Tem! Tem político safado? Tem! Tem político que tem estar preso? Sim! Mas não são todos os políticos que são safados ou ladrões”, bradou.

 Cássio comentou que “se tenta é nivelar por baixo” a atividade política. “E isso é um risco para o Brasil. O País não precisa de um ´salvador da Pátria´. O maior risco que o Brasil correrá no próximo ano é tentar encontrar saída para essas dificuldades através de um ´salvador da Pátria´. Salvadores da Pátria não são solução em nenhum país, sobretudo num país diverso e complexo como o nosso. Repito: a saída está na política”.

 CCL igualmente disse que é necessário “livrar a Paraíba de um governo retrógrado, atrasado, mesquinho, perseguidor, desumano, que desestruturou milhares de famílias”.

 “Até quando vamos suportar calados, como sociedade e contribuintes que somos, que o governo estadual continue metendo a mão no bolso paraibano, com aumentos permanentes de impostos”, indagou o ´tucano´.

“O governo não para de aumentar impostos”, insistiu.

 O ´tucano´ fez menção às ações eleitorais remanescentes do pleito de 2014 que envolvem o governador, ainda não julgadas pela Justiça Eleitoral: “O TRE, surpreendentemente, três anos depois, ainda não julgou. Julga TRE! Preste o seu serviço à sociedade. Quer absolver, absolva. Mas julgue! O que não pode é fazer de conta de que nada aconteceu”.

 “A palavra de ordem hoje é unidade, de propósito e de objetivos, cada um respeitando o espaço um do outro, a postulação de um e de outro”, conclamou CCL, para admitir “é um tempo de desânimo, eu sei. É um tempo de desesperança e de frustração. Quem não está decepcionado com a política?” – indagou.

 Uma ´moção de apoio´ à candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido foi proposta de improviso por Cássio, e aprovada por aclamação.

 “A verdade tem que ser dita nessas horas, mais do que nunca. A política exige hoje compromisso de olhar no olho e falar a verdade, o que os mais jovens falam de ´papo reto´,” introduziu CCL.

 E continuou: “Eu vou dizer aqui o que já disse publicamente: o senador Aécio (Neves) não poderia ter destituído o Tasso (do comando do PSDB) da forma que fez, de forma arbitrária. Aécio vem cometendo uma série de erros, que faz com que se acumulem decepções. E por mais relações pessoais que você possa ter com alguém, quando esse alguém insiste em errar, de forma sucessiva, é preciso dar um basta e dizer chega!”

 Cássio Cunha Lima finalizou as suas palavras afirmando que “hoje é um dia de reencontro. A Paraíba nos chama. É um momento de ter grandeza, de ter responsabilidade e compromisso com o Estado. Há um ponto comum que nos une: o amor que temos à Paraíba. E nós vamos, com certeza, fazer falar mais alto esse amor”.

*fonte: coluna Aparte, com Arimatéa Souza

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