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Campina Grande - PB

Deputado paraibano acredita em queda de Temer até o fim do ano

13/08/2017 às 9:11

Fonte: Da Redação com Ascom

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) acredita que diante das novas denúncias que virão do Procurador Geral da República, Temer não chega à ceia de natal. Cairá antes.

“Ele cairá e defendo e continuarei a defender a realização de eleições direitas para a escolha do novo presidente da república. Sem essa de Rodrigo Maia para presidente”, disse o parlamentar.

O petista afirma que atualmente a palavra de ordem continua sendo Fora Temer. A manhã será Fora Maia. Só eleições diretas resolvem a grave crise política que assola o país. “Essas reformas, medidas provisórias e a retórica do golpista não resolvem nada”, afirmou.

O parlamentar disse que o arquivamento do processo contra Temer pela Câmara, foi uma traição à vontade do povo. “A pesquisa nacional realizada pelo IBOPE, prova isso. Aponta que 81% da população brasileira opinaram favoravelmente a autorização para que o STF processasse e julgasse Temer por crimes de corrupção passivo por suas relações espúrias com os irmãos Joesley. Mas, a consciência da maioria dos deputados, comprada com dinheiro do próprio povo livrou o golpista neste primeiro momento”, disse.

foto: ascom

O deputado relata que desempenho do Palácio do Planalto para cooptar votos de deputados, sem dúvida, é uma demonstração de que Temer conhece os meandros dos bastidores do parlamento brasileiro.

“A vitória do último dia 02 de agosto foi conquistada a base da velha forma de fazer política. Com troca de favores, patrocinando aumento do rombo fiscal, distribuição desvairada de cargos públicos, entre outros.

Perdão da dívida ruralista

“Não dá para acreditar num governo que fala em falta de dinheiro e concede perdão dos juros da dívida de R$10 bilhões dos ruralistas.Temer fez isso para comprar os votos da bancada dos ruralistas e conseguiu.Enquanto ele faz isso para os latifundiários, retira direitos dos trabalhadores. Além disso, só em emendas, o golpista distribuiu cerca de R$ 200 milhões. Isso é um verdadeiro absurdo. E ele ainda tem a cara de pau de aumentar o imposto sobre os combustíveis para cobrir rombo. Além de golpista,é um usurpador,sanguessuga do povo”, disparou.

Para Frei Anastácio, não há mais nenhuma base moral e ética para a manutenção de um presidente que foi apanhado em flagrante delito em conversa nada republicana, com um empresário que estava sob investigação por corrupção.

 “O argumento utilizado por vários deputados de que votaram pela rejeição da autorização, partindo do princípio que Temer será processado ao fim de seu mandato, é a demonstração mais pura de cinismo contra o estado de direito. Por outro lado, o argumento utilizado de que não se deveria tirar o Temer por conta do receio de aumento da instabilidade política e econômica é igualmente cínico”, disse.

O parlamentar argumenta que ficou provado que o governo golpista não teve uma votação favorável para aprovar suas reformas perversas.Há cerca de um ano Temer se gabava de possuir 450 deputados federais sob sua batuta.

Na votação do dia 2, ficou comprovado que sua base está reduzida a no máximo 280 deputados. Em termos de apoio direto perdeu pelo menos 170 deputados em menos de um ano.

“É evidente que sua base política está em ruínas e com ela a capacidade operacional de governar. Pela frente, ainda teremos os efeitos supostamente devastadores que serão produzidos pelas delações de Dílson Funaro, operador financeiro do PMDB, e provavelmente a mais aguardada de todas, a de Eduardo Cunha. Provavelmente, esse conjunto de informações fará parte da segunda denúncia que a Procuradora Geral da República apresentará até final de setembro. E será alvo de novo, o pedido de autorização para que o STF processe e julgue Temer. Isso, se não surgir outro fato comprometedor até lá”, relatou.

Frei Anastácio acredita que o fato da sobrevivência política de Temer à primeira denúncia, não é sinal de que ele manterá as condições mínimas necessárias para sobreviver até o fim do mandato.

“Temos atualmente um governo que parece mais um pato manco. Possui base parlamentar suficiente para temporariamente se manter. Contudo, devido às incertezas para o futuro próximo, se mostra inviável a médio e longo prazo”, concluiu.

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