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Campina Grande - PB

Confira a nova coluna de Elizabeth Marinheiro: Tessituras

13/08/2017 às 10:10

Fonte: Da Redação

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Por Elizabeth Marinheiro (*)

O jardim é verde, encarnado e amarelo.

Nas alamedas de cimento,

movem-se os arabescos do sol

que a folhagem recorta

e o vento abana. CECÍLIA MEIRELES (in Seleta, p.19).

Os instantes na poesia ceciliana são recorrentes. Parece-me que duas vozes se alternam nos seus poemas.

A policromia da vida; a estrutura paralelistica; a paixão pelas “cores”; a alegria do mar; o timbre encantatório do simbolismo, versos em ladainha e redondos; o fantasmagórico medieval medieval, enfim, musicalidade, religiosidade e luminosidade são recursos que explicam a leveza e a suavidade da Poética Cecilia Meireles.

E esta Poética conduz-me a alguns dos meus instantes, a exemplo da festa que celebrou os 60 anos da união conjugal de GILDA/IVAN AMORIM.

Ao entrar na mansão do casal sorvi o verde campesino cercando o espaço. Lá dentro, a família unida, vitaminando o rosa vestido por Gilda, sob os beijos do Sr. Ivan. Beleza!

Ambientação bordada por mobiliário opulento, figurinos requintados e, sobretudo, alastrada pelo AMOR emergindo de todos os familiares e amigos.

Aconchego. Naturalidade. Sobriedade. São indicadores de que o ideário familiar ainda sobrevive!

Que fale a máquina mágica do amigo Rogério Freire.

E que DEUS permaneça abençoando a família AMORIM.

OUTRA VOZ.

Novamente as cores!

Salete perfuma-me o espírito com flores cor-de-rosa. Eneida traz importantes projetos sociais desenvolvidos via “Memorial Cabral”. Jaci, amiga de infância, presenteia-me a luz do Senhor, conotada pela alvura de um Terço de cristal. Albanita transnarra “causos” e diverte o instante com o lúdico de interessante jogo. E Zélia, com sua legítima espiritualidade, oferta-me lírios amarelos.

DO VULGAR/DA ÉTICA

Impregnadas de carinho as mensagens das Profas. Dras. Magna Celi Meira de Souza, Linalda Arruda de Melo (UFPB) e Zélia Vasconcelos.

Não deixar recados em secretárias eletrônicas.

Nas filas deve-se, por Leí, passar a vez para os idosos.

Numa reunião, falar tanto que os demais ficam sem fala…

O assassinato do idioma camoniano nos canais de TV.

Fazer o mal e esconder-se na clandestinidade provinciana…

O leitor decidirá o que é vulgar e o que é ético.

CRÍTICA LITERÁRIA

“A prosa de Sérgio Castro Pinto só deveria ser julgada pelo conhecimento. Para sua interpretação, o critico deve recorrer a equipamentos teóricos elaboradas para para a disssecação da sensibilidade moderna”. CESAR LEAL (in Sergio 70 anos de Poesia, p. 235).

PEN

Pede-se o prestígio dos Segmentos Campinenses para a reabertura pública da I Seccional, próximo dia 28, às 17h, na FIEP.

Ao meu leitor, minha admiração.

(*) Ensaísta

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