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Campina Grande - PB

Manoel Junior: “A tendência de Maranhão é permanecer no Senado”

Justiça determina manutenção do racionamento em Campina e região - image data on https://paraibaonline.com.br15/07/2017 às 17:36

Fonte: Da Redação

Vice-prefeito de João Pessoa, e na expectativa de assumir a chefia do Executivo em abril do ano que vem, diante da provável candidatura ao governo do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), Manoel Junior foi entrevistado esta semana no programa ´Ideia Livre Política & Economia´, na TV Itararé.

Leia uma síntese de suas declarações.

“Eu até brinquei com esse comentário feito pelo governador (que não disputaria as eleições de 2018), porque o conheço. E na primeira vez que fui perguntado, olhei para o calendário do relógio pensando que era 1º de abril (dia da mentira).

“Eu acredito que o governador só permaneça no mandato em uma situação apenas: se tiver um insucesso jurídico junto ao TRE ou ao TSE.

“Os movimentos do governador são numa direção apenas: dividir a oposição ou fragmentá-la e deixá-la a mercê de sua pauta.

“A aliança (oposicionista) está firme. Vamos apresentar um novo projeto para o nosso Estado, que dialogue com as pessoas. Hoje, infelizmente, na Paraíba, é a ditadura de um só, que faz, manda e acontece.

“Nenhum acordo foi feito entre mim e Luciano Cartaxo.

“Eu serei vice-prefeito até os últimos dias de mandato (se Cartaxo não se desincompatibilizar).

Foto: Leonardo Silva/ Paraibaonline

Foto: Leonardo Silva/ Paraibaonline

“A chance de uma aliança com o PSB em 2018 é zero.

“O PMDB que está nos confins da Paraíba tem o sentimento do isolamento, do desprestígio e, principalmente, do efeito predatório do governador e de seus asseclas junto às bases eleitorais, cooptando lideranças de nosso partido.

“Nós (oposição) temos uma constelação de nomes, que o governador não tem. Nós temos que ter espírito público (para escolher o candidato a governador).

“O PMDB tem um candidato à reeleição para o Senado: Raimundo Lira. Já disse a ele várias vezes que ele conhece pouco o procedimento do governador. Já dei conselhos a ele.

“Lira estará muito melhor posicionado nas hostes da oposição, numa chapa com companheiros que querem o melhor para a Paraíba (…) No afunilamento, com certeza, Lira estará contemplado nessa chapa majoritária da oposição.

“O que vai sair das urnas no próximo ano ninguém sabe. Cabe ao eleitor saber escolher.

“O meu maior erro politico foi, em 2004, ter recuado de minha pretensão de ser candidato a prefeito de João Pessoa, para uma composição com alguém que não respeita as pessoas, os partidos, nem a política; que está acima das leis e de todas as coisas (Ricardo Coutinho).

“Não é essa a pretensão do senador José Maranhão. Ele tem dito repetidas vezes, não só na intimidade, mas até publicamente, que pretende terminar o seu mandato. E é um mandato longevo ainda. Ele tem seis anos pela frente, computando este ano.

“A tendência de Maranhão é permanecer no Senado, acompanhar e presidir as eleições como presidente do PMDB, tentando levar o PMDB para o melhor caminho.

“Seria um suicídio político para o partido (PMDB) se isolar novamente (disputa do governo estadual).

“Nós não vetamos o nome de ninguém. Eu não posso interferir nas decisões do PSDB. Eu só não entendo que uma chapa com Romero (governo) e Cássio (Senado) funcione. Seria uma chapa familiar e partidária, que não seria de bom alvitre para uma vitória no próximo pleito, tendo a Paraíba um candidato do governador.

“No ano eleitoral, na hora de escolher a chapa, o que tem que valer é você se despir das suas vaidades pessoais, fazer um projeto coletivo e interagir.

“Romero tem que participar das discussões, por ser o prefeito da segunda maior cidade do Estado, ser muito bem avaliado e ser um cidadão de bem. Ele vai participar do processo de construção da chapa majoritária.

“(do prefeito de JP com Ricardo Coutinho) Só Luciano Cartaxo sabe como foi tratado pelo governador após ser reeleito em 2014”.

Ainda Manoel Junior: “Nós não temos absolutamente nada de replicar o plano nacional (alianças) aqui na Paraíba. É uma tradição do PMDB respeitar as alianças estaduais e municipais”.

*Fonte: coluna Aparte, com Arimatéa Souza

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