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Campina Grande - PB

“A reitoria não pode se limitar a enviar ofícios”, critica ADUEPB 

Desarticulado esquema de fraudes em licitações na PB - image data on https://paraibaonline.com.br10/04/2017 às 16:23

Fonte: Da Redação

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB), Nelson Júnior, falou que desde agosto do último ano tenta formar uma mesa técnica com o governo do Estado para encontrar uma saída para UEPB, porém foram encontradas portas fechadas.

– Neste sentido, na quinta-feira da semana passada, a categoria fez uma assembleia geral e decidiu, depois de todas as tentativas de diálogo fracassadas com o governo do Estado, que era o momento de deflagramos a greve. A partir do dia 12 de abril os professores da Universidade Estadual da Paraíba entrarão em greve por tempo indeterminado, em defesa dos seus direitos e do orçamento da UEPB – informou.

Nelson frisou que a intenção da greve é solucionar os problemas desejando dialogar com o governo e a reitoria da universidade.

– O reitor joga para o governador e o governador joga para o reitor. Tem o fato concreto, que é corte orçamentário. O que queremos é sentar com o governo e com a reitoria, buscar a verdade e dizer: governador, quais são as informações que o senhor tem que pode dizer que a UEPB não está gerindo bem os seus recursos? Quando o governador colocar, obviamente, se tiver algum fato concreto, vamos estar juntos com que o governador disser – falou.

Nelson espera que o governo do Estado se sensibilize e abra negociação com a categoria.

Ele elencou os pontos que, se não forem conquistados, favorecerá para os docentes não acabarem com a greve.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

– O ponto especifico é a respeito da autonomia da universidade. Não dá para a universidade ficar todas as vezes correndo atrás do governo do Estado. O respeito ao orçamento da universidade é fundamental. De igual importância na questão orçamentária, é a questão da reposição salarial da categoria e progressões funcionais. Precisamos discutir as questões de infraestrutura na UEPB porque, inclusive, os acordos feitos na última greve não foram cumpridos satisfatoriamente – pontuou.

Com relação a postura de Rangel Júnior, reitor da UEPB, ele acredita que deve ser de maior pressão sob o governo do Estado.

– A reitoria não pode se limitar a enviar ofícios. É preciso que a reitoria tenha uma posição concreta e deixe claro para a população que a crise que passa a universidade é consequência da questão da relação com o governo do Estado. A reitoria tem um papel central de defender a autonomia da universidade – frisou.

Sobre a revogação da portaria de contenção de despesas na instituição, Nelson afirma que é fruto da luta da categoria, bem como o recuo do reitor em relação a redução de vagas na universidade para os estudantes.

As informações foram veiculadas na Rádio Campina FM.

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