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Campina Grande - PB

“A política partidária foi enraizada na UEPB”, critica professor

14/04/2017 às 9:18

Fonte: Da Redação

foto: Paraibaonline

O professor da Universidade Estadual da Paraíba, Pedro Cézar, afirmou que ele vai ministrar um curso de estatística fora da UEPB, para os alunos que vão ficar ociosos durante o período de greve.

Pedro explicou que alguns professores são contra o movimento grevista, inclusive ele, afirmando que não se sente representado pela categoria.

– Vou fazer uma greve contra a greve. Vou fazer um curso de estatística, não relacionado com a universidade, aberto para os alunos da UEPB que queiram participar e que vão ficar ociosos. Vamos fazer esse curso como um movimento contrário ao grevista, porque não vemos sentido na greve nesse momento, em que faltavam 20 dias para acabar o semestre. Vamos fazer esse curso de estatística na prática nas terças e quintas-feiras, das 19h às 21h. O curso tem a carga horária de 30h e com direito a certificado – elucidou.

Ele destacou também que o movimento grevista tem um cunho político-partidário e dessa forma não há como lutar pelos interesses da Universidade, frisando que quando os professores recebem o aumento deixam de lutar pelas outras demandas da UEPB.
Pedro afirmou que é um contrassenso “um presidente de uma associação e um reitor serem filiados a partidos políticos”.

– Acho que a postura de alguns tem denegrido a imagem da Universidade. Os professores tem uma pauta de greve em que pedem inúmeras coisas de melhorias, mas basta ter o salário que acabou a briga. Você não vê a Associação (ADUEPB) brigando pela qualificação dos professores, por exemplo […] Vemos um desalinho em relação às coisas e por isso não concordo com a greve e nem com a postura que a universidade tem tido […] Não só a reitoria, bem como a Associação dos Professores. Não me sinto representado por nenhuma. A partir do momento que se toma uma medida de cortar vagas, e depois retoma com a quantidade maior é uma coisa desnecessária. É terrorismo dizer que vai cortar professores e gastos e depois voltar atrás. Não é uma postura madura. Parece-me um movimento político. A política partidária foi enraizada na UEPB nos últimos dez anos. Acho um contrassenso um presidente de uma associação e um reitor ser filiados a partidos políticos. Não sei se os professores acham normal uma pessoa ser filiada a um partido e estar comandando uma instituição. A partir do momento que a pessoa é filiada a determinado partido ela passa a não me representar – criticou.

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