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Campina Grande - PB

Adriana Melo anuncia segundo ciclo das doenças causadas pelo Aedes Aegypti

Governo quer economizar R$ 17 bi com auxílios-doença - image data on https://paraibaonline.com.br27/06/2016 às 19:33

Fonte: Da Redação

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (27), a médica Adriana Melo, que fez a primeira associação do nascimento de bebês com microcefalia ao Zika vírus, falou sobre a Secretaria de Saúde de Campina Grande registrar um caso de infecção de um recém-nascido por chikungunya durante a gestação.

A mãe do bebê, que é o município de Cacimba de Dentro, teve a doença no fim da gestação e a criança nasceu aparentemente bem.

Porém, o bebê começou a ter febre e crises convulsivas sendo internado no Hospital Municipal da Criança e do Adolescente. Outros dois casos, além deste, estão sendo investigados na cidade.

Foto: Ascom

A médica Adriana Melo contou que está sendo vivenciado um segundo ciclo de doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti em bebês.

De acordo com ela, foi diagnosticado o primeiro caso de uma grávida com 22 semanas que está com o zika vírus, chikungunya e alterações na formação do cérebro do bebê.

– Oficialmente o primeiro caso do segundo ciclo no Brasil foi diagnosticado aqui em Campina Grande essa semana. Comunicamos ao Ministério e Secretaria de Saúde. Esperamos que a partir de agosto e setembro venham os novos nascimentos desses bebês que vão ser diagnosticados agora. Fora isso, nós vínhamos preocupados com o grande número de casos de recém-nascidos em UTI tendo crises convulsivas e recém-nascidos vindo a óbito sem investigação. Desde a semana passada nosso grupo de pesquisa uniu forças com os pediatras da cidade, no Hospital da Criança, e conseguimos identificar um bebê com os sintomas de crise convulsiva e coletando o sangue desse bebê e dessa mãe nós vimos a presença do vírus da chikugunya em grande quantidade – anunciou.

Ela explicou que há o risco de haver alterações neurológicas em bebês que nasceram sadios, mas suas mães tiveram chikungunya no final da gravidez.

Além disso, está sendo constatado o aumento exorbitante no número de bebês que nascem com má formação no setor de medicina fetal do ISEA.

Os estudos estão sendo focados não apenas na microcefalia, mas em outras más formações e nos casos de infecção aguda.

– Na verdade, a microcefalia é uma causa crônica da zika, o vírus entrou e o bebê vai nascer com a microcefalia. Mas, nos momento que está com a doença zika será que tem uma repercussão para mãe e para o feto? Então, estamos estudando o caso que a mãe teve zika e o bebê teve complicações na gravidez, dentro da barriga, sem ser a microcefalia. Nosso foco está sendo também avaliar as mulheres durante o sintoma- disse.

Nesta semana, a Secretaria de Saúde de Campina Grande decidiu montar dois pontos de coleta de material e atendimentos dos casos que será o ISEA e o Hospital Municipal da Criança e do Adolescente para avaliarem gestantes.

Ela orienta que as grávidas, que estiverem com os sintomas dessas doenças, procurem os hospitais citados ou levem bebês que tem menos de um ano para avaliação.

A médica também falou que análises estão sendo feitas no leite materno da mãe do bebê acometido com chikungunya.

– Coletamos leite materno dessa mãe. Existe a chance de ter sido no momento do parto. Até agora, nós não temos nenhuma evidência de que o leite materno contenha o vírus ativo – falou.

A secretaria de Saúde criou o whatsapp com o objetivo das gestantes informarem se os fetos no útero foram diagnosticados ou há suspeita de que bebês nasceram com má formação. O número do whatsapp é (83)99414-9791.

Adriana ressaltou que precisa de apoio para pesquisas, que a situação de Campina Grande está complicada e o município não recebeu recursos.

As informações foram veiculadas na Rádio Caturité AM.

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