Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quinta-feira, 25/05/2017

O PMDB bate cabeça

Um conterrâneo na disputa

A Associação Nacional dos Procuradores da República recebeu oito candidaturas para a eleição interna (última semana de junho) que vai definir o sucessor do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deixará o cargo em setembro.

São postulantes os procuradores Carlos Frederico Santos, Eitel Santiago (paraibano), Ela Wiecko, Franklin Rodrigues da Costa, Mario Bonsaglia, Nicolao Dino, Raquel Dodge e Sandra Cureau.

 

Deu no ´Estadão´

A Polícia Federal avança nas investigações para tentar encontrar provas de que foi constituído um cartel entre várias empreiteiras para burlar e fraudar o caráter competitivo de licitações e assegurar, de forma antecipada, que os serviços e as obras fossem realizadas por consórcio constituído pelas empresas Andrade Gutierrez e Via Engenharia.

Da boca de…

“… Não se dança mais quadrilha (junina) para brincar. Se dança para espetáculo. A festa de São João se transformou num grande negócio…” (Lima Filho, presidente da Associação que reúne as quadrilhas juninas de Campina Grande).

Céu de brigadeiro

O vereador João Dantas (PSD), líder do Governo no Legislativo campinense, declarou ontem que “não tenho tido dificuldades” para exercer o cargo, no comando de 18 parlamentares (dos 23 que possui o Legislativo campinense).

Cacifado

À ótica de João, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) “tem cacife suficiente para se lançar candidato a governador” no ano que vem.

Alinhado

Confrontado com o fato de o seu partido ter outro pré-candidato a governador (Luciano Cartaxo, prefeito da Capital), Dantas disse que “estou com Campina. E votarei no candidato de Campina ou no que for indicado pelo meu grupo político”.

Hemorrágico

Acerca da conjuntura nacional, João Dantas avaliou que “estamos enfrentando uma hemorragia moral descomunal”, acrescentando que o presidente Temer “entrou na fase da ilegitimidade e não tem sustentação”.

Modelar

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso afirmou ao portal Globo.com que “provavelmente, nenhum país do mundo teve coragem de fazer uma revisão tão profunda e extensa das suas práticas políticas, com chance real de que isso dê certo e produza efetivamente a elevação do seu patamar ético”, numa referência à Operação Lava Jato.

Degrau
“A sociedade brasileira precisa ver esse movimento como um salto de qualidade para um futuro melhor. É preciso ter paciência e determinação”, emendou Barroso.

 

Slogan

Nos últimos tempos, a programação da Rádio Panorâmica FM – de propriedade da família Feliciano – tem sido marcada por um jingle (música promocional) relacionado à vice-governadora Lígia Feliciano (PDT): “Lígia, uma amizade de verdade da Paraíba”.

Ah sim!

Qualquer lembrança do processo eleitoral de 2018 NÃO é mera coincidência.

Ombro amigo

Conforme o ´Estadão´, os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Agripino Maia (DEM-RN) passaram longas horas na casa de Eunício Oliveira (PMDB-CE, presidente do Senado) conversando sobre a situação de Aécio Neves (PSDB-MG).

Providencial

Nessa conversa, Eunício disse ter se livrado de um encontro com Ricardo Saud, diretor da JBS (e delator), por ter sofrido isquemia.

Saud ligou 17 vezes tentando agenda com o senador.
Contra
O senador José Maranhão (PMDB) descartou ontem a possibilidade de apoiar a proposta de emenda constitucional que possibilita eleições diretas, mesmo na hipótese de a vacância do mandato presidencial ocorrer na última metade do mandato.

Letra fria

“Temos que nos ater ao texto da Constituição que fala que, se o presidente e o vice forem afastados, assumiria o presidente da Câmara. E aí são convocadas as eleições diretas”, assinalou Zé.

Procura-se

Sobre alternativas para uma eventual sucessão antecipada de Michel Temer, Maranhão comentou que “não é possível que no Brasil não tenha um nome para assumir o ônus desse momento”.

Perfil

“Temos muitos políticos, mas é preciso que seja alguém que tenha competência para lidar com as necessidades inerentes à Presidência. Não é qualquer pessoa”, ressalvou JM.

Destituição

Maranhão, juntamente com Raimundo Lira e outros 15 senadores do PMDB estiveram reunidos, ontem, com Michel Temer para tratar da troca de liderança da bancada, uma vez que o líder Renan Calheiros (AL) passou a defender publicamente a renúncia do presidente da República.

Duro na queda

“O presidente pode destituir o líder do governo, mas do PMDB não. O PMDB não é um departamento do Executivo, não é um subproduto do governo. É um partido político que, coincidentemente, tem um filiado na presidência da República”, reagiu Renan, posteriormente, da tribuna.

Aguinaldo Ribeiro seguirá na liderança do Governo na Câmara Federal?...