Lúcia Serafim
* Mestra em Ciências da Sociedade, Pedagoga, Habilitada em Psicologia Educacional e Novas Tecnologias na Educação. Professora do Depto de Educação da UEPB
Texto:
Quinta-Feira, 22 de Dezembro de 2011 08h19
Natal do Menino Deus
Como não admitir que este tempo de natal seja uma experiência que nos remete e nos impulsiona ao fascínio da transformação?. Como não reconhecer que o verdadeiro sentido do natal não pode ser perdido, escondido, ou trocado, por leis de mercado, de troca de presentes ou árvores montadas em meio a um cômodo sem vida em comum?.

Tenho vivido experiências de muitos natais, do nascer em família, para a comunidade, para a vida. Lembro-me daquela noite de natal em que vi meu pai, um homem simples e generoso colocando embaixo da minha cama um saco de presentes na virada da noite daquele natal. Sim, à noite em que os sinos tocam e somos convidados a receber em nossas vidas o Menino Deus. Meu Deus, então, era meu pai quem fora Papai Noel para mim por tantos anos. Foi uma descoberta e não uma decepção foi uma descoberta que me confundiu, mas que muito me alegrou, meu pai cuidava de mim, dos meus sentimentos, da minha infância.

Naquela noite fingi que não tinha visto nada e só anos depois já na adultez confessei para ele numa bela noite de natal esta peripécia, de uma menina que fizera uma descoberta importante, mas que o coração dizia que não devia decepcionar aquele Papai Noel tão especial. E daí em diante, comecei a compreender que o ser humano sente esta suprema realidade com mil nomes ou modos e eu assim como muitas outras pessoas simplesmente dou-lhe o nome de Noite do Menino Deus. Noite da Sagrada Família, Noite dos verdadeiros amigos que comungam a amizade entre si e de todos que compartilham deste amor pelo Menino Deus.

Como é bom sermos humanos. Poder cultivar o espaço do Divino, abrir-se ao diálogo com Deus, confiar a Ele o destino da vida e encontrar Nele o sentido da morte. Neste tempo de natal, cuidar do espírito significa cuidar dos valores que dão rumo à vida e das significações que trazem esperança.

É tempo de natal. É tempo de cuidar do espírito com implicações nos compromissos éticos, acima dos interesses pessoais ou coletivos. É tempo de natal. De cuidar do espírito, alimentando a brasa interior da contemplação e da oração.

É tempo de natal. De experienciar Deus em tudo e assim, ir permitindo seu permanente nascer e renascer no nosso coração. E nesta travessia preparar-se com serenidade para este grande encontro de comunhão do homem com o Divino Deus.
Compartilhar:
Publicidade
NEWSLETTER
Cadastre seu e-mail e receba informações e novidades diretas do Paraíba Online.
Ok
ENQUETE
A segurança pública melhorou na Paraíba nos últimos meses?
Sim
Não
Sim - 53.3%
Não - 46.6%
<< Voltar
editorias
Quem Somos Fale conosco Anuncie
Redes Sociais: